Das memórias não póstumas


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-Versos (im)previsíveis de estrofes  e poesia pagã. De onde surgiu a ideia que sou um poeta, é assim que me vê, foi assim que me inventou, como o médico e o monstro? Você acredita no que não pode ver
– Então me desculpe.
– Pelo que me pede desculpas? Quero ser o mais próximo a ti, te usar um pouco, quem sabe assim consigo tocar com meus dedos alguns corações, já que dos meus lábios só se derrama sangria?
– Se dos teus labios nao sai poesia, de teus dedos longínquos nao sairá sentimentos derramados em virtude.
– eu to transformando nossa conversa em poesia… deixa?
– “eu te deixo ser, deixa-me ser entao…”
– Deixa eu ser o jovem Werther, pouco mais intenso, mais realista, mais despudorado?
– eu deixo!
“eu preciso me amar, me abraçar, me cuidar e ficar lindo e digno de vc
sentar bem a mesa
andar como um lord
recitar minha sangria
ser imprevisivel
pintar suas paredes
escrever que te amo em post it’s
cruzar as pernas te observando com um olhar intimidador, com uma caneca de café e uma linda edição de memórias póstumas de brás cubas, ou melhor
os sofrimentos do jovem werther
e com movimentos delicados, mexer o açúcar inexistente na caneca, por que eu detesto açúcar.”

ps: eu amo quando vc faz isso…
– tu falaste do bras cubas por acaso, ou eu te falei q comprei uma edição antiga dele esses dias num sebo?
-foi o primeiro livro que me veio à cabeça, reparou que eu aprendi a usar crase?
Achei que seria esteticamente melhor representado no cenário.
… e sim, eu lembro que me falaste, que lhe proporcionou bastante alegria.
– mageticamente fica apropriado. Eu gosto de crase, mas sempre tiro. Odeio ter q usar o shift.
– É a primeira vez que eu escrevo algo pra você e sinto vontade/ necessidade de publicar, eu gosto de como nossas conversas não soam vazias.
– nossas conversas sempre tem um fundo de dor irremediavel, de verdade, de sangue e cheiro, poesia do avesso. De verdade. De amor.
– Senti vontade de usar “verdade” 2 vezes.
– Senti vontade de ser werther meio suburbano, meio gangster, mas com o mesmo ideal, falta coragem, um pouco de impulso talvez…
– “mesmo q te mova o trem, tu nao te moves de ti…”
Medo. Apenas, falta pouco…
Tu vai postar alguma coisa p mim?
– Sim.

- Eba

- Mas tu é co autor

- Quero ser co autor da tua vida

- Receio da minha cara – de – pau, as vezes acho que me exponho de mais, as vezes acho que é isso mesmo que eu quero pra mim, então não tem problema nenhum em se expor tanto
não tenho vergonha do que eu vivo
tu acha que eu deveria ter?
– de jeito algum.
A vida é tua.
Glorifique- se!

- E. C.

- N. P.

3 thoughts on “Das memórias não póstumas

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